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30.7.10

:: a casa de lá ::



O espetáculo A Casa de Lá conta a estória de um casal desde a infância até a velhice. Um casal como qualquer outro – com suas tristezas e alegrias, suas partidas e chegadas. Inspirado na obra de Guimarães Rosa e fruto de um trabalho de pesquisa desenvolvido no Vale do Jequitinhonha (MG), o espetáculo – que reúne o Teatro Diadokai, o grupo Girau e o ator Cristiano Peixoto, e já foi apresentado em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo – está de volta à cena mineira para uma temporada no

Galpão Cine Horto, de 29 de julho à 1º de agosto.


Idéia original :: Cristiano Peixoto
Direção :: Ricardo Gomes

Dramaturgia :: Ricardo Gomes e Cristiano Peixoto (livremente inspirada na obra de João Guimarães Rosa e nas histórias orais dos moradores do Vale do Jequitinhonha, em especial Josefa Alves dos Reis (Dona Zefa) e Antônio Luis de Matos (Mestre Antônio)

Elenco :: Amanda Prates, Cristiano Peixoto e Priscilla Duarte
Direção musical e Trilha sonora original :: Amanda Prates
Músicos :: Grupo Girau - Gabriela da Costa e Daniel Guedes
Figurino ::Priscilla Duarte
Cenário :: Bruna Christófaro
Teatro de sombras :: criação - Paulinho Polika e Thaís Moreira / Manipulação :: Bárbara Henriques e Natali Bentley
Iluminação :: Felipe Cosse


Assistente de Iluminação :: Tainá Rosa
Coordenação de produção :: Regina Célia
Produção executiva :: Gabriela da Costa
Luthier :: Antonio Moreira
Cenotécnicos :: Antonio Moreira e Joaquim Agostinho Costureira :: Maria Guiomar da Silva
Projeto gráfico :: Otávio Santiago
Filmagem :: Mauricio Resende
Fotografia :: Naty Torres
Administração :: Silvia Batista

16.3.09

recital homenagem ao poeta cacaso :: na scriptum

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Descartes

Não há
no mundo nada
mais bem
distribuído do que a
razão: até quem não tem tem
um pouquinho
**
(cacaso)

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:: idealizadores ::

:: adriana versiani :: alécio cunha :: ana caetano :: camilo lara :: carlos augusto novais :: carlos barroso :: jovino machado :: kiko ferreira :: leonardo moraes :: marcelo dolabela :: márcio borges :: mário alex rosa :: mônica de aquino :: tida carvalho :: vera casa nova :: wagner moreira :: wilmar silva :: marcos pimenta ::

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quem acompanha meu blog sabe da paixão que eu cultivo pela poesia de cacaso. sua linguagem singela, seu olhar infantil, sua ironia agri-dulce na verdade desvelam uma complexidade poética que ultrapassa a temática social, política, estética, ética e humana da coisa. é só vivenciando cada poeminha que podemos sentir a profundidade de sua poesia. esta, aos poucos, acaba crescendo dentro da gente e se tornando nossa poesia, como se fizesse parte de nossas próprias vivências e lembramos de uma aqui e outra ali a partir das coisas que acontecem conosco. boa oportunidade teremos para experenciar mais um pouquinho da poesia de cacaso. e não é por acaso que a nós está sendo dada de presente num evento em homenagem a ele, cacaso, no próximo sábado, dia 21, na livraria Scriptum:

dia 21 de março de 2009 * sábado * a partir das 12 horas
scriptum * rua fernandes tourinho, 99 * savassi * bhz

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já disse, compareçam, vale a pena!

"por cacaso ando cheia de lero-lero".

6.2.09

II Mostra Frank Zappa :: Retrospectiva Audiovisual :: A vida e obra de Frank Zappa


III Verão Arte Contemporânea apresenta:





DATA: de 08 a 11 de fevereiro de 2009.

HORÁRIO: 20:00 hs

LOCAL: Sala Sergio Magnani da Fundação de Educação Artística

Rua Gonçalves dias, 320 – Funcionários – BH (MG)

ENTRADA: Gratuita para todos os dias.

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Curadoria: Augusto de Castro – 97480979 / 33442785

Organização: Augusto de Castro e Francisco César - 98350363

Participação Especial: Fabio Adour

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II Mostra Frank Zappa – Retrospectiva Audiovisual

A vida e obra do compositor americano Frank Zappa

Frank Zappa: Música, Criatividade e Política no século XXI

Na programação do III Verão Arte Contemporânea, estaremos desenvolvendo um panorama sobre o tema referido, focando em diversos aspectos da obra do artista, debatendo seus pontos de vista e contribuições no âmbito político e cultural, refletidos em diversas frentes de trabalho e produções de variadas formas de expressão artística.

A partir da análise historiográfica da música contemporânea e da produção audiovisual do século XX abordaremos a obra do compositor e guitarrista Frank Zappa, criador de uma linguagem que incorpora as mais inovadoras e avançadas concepções conceituais de produção, gravação, performance musical, criação audiovisual, roteiros, composições, arranjos para bandas e orquestração sinfônica.

Sua obra expõe uma narrativa crítica sobre a estrutura e organização da sociedade capitalista pós-moderna e apresenta severos argumentos contra a política de globalização americana que nomeou como Fascismo Teocrático nas décadas de 80, 90 e a primeira década do século XXI, onde alinhamentos de extrema direita buscavam impedir a manutenção da liberdade de expressão e democracia no mundo, resultando no desdobramento de grave crise mundial e guerras planejadas.

Frank Zappa nasceu em 21 de dezembro de 1940 em Baltimore, Maryland, EUA, e faleceu no dia 4 de dezembro de 1993 em sua casa em Los Angeles, Califórnia, EUA.

Proposta de Programação:

1º dia - Domingo – 08/02/2009

Exibição: 200 Motels

Sinopse: Filme Musical dirigido por Frank Zappa com narrativas de caráter hilário e ultrajante, satirizando a relação entre músicos, fãs, viagens, tours, a sociedade, a política e a produção artística em si. Considerado como precursor de várias técnicas de filmografia e cinema, Zappa reúne sua banda, a Royal Philarmonic Orquestra, atrizes e atores incluindo Ringo Star, no papel de Frank Zappa como personagem do filme.

1971, USA, 100 minutos, VHS original

Extra: The True Story of the 200 Motels

Sinopse: Documentário sobre o filme 200 Motels realizado em 1971, dirigido por Zappa em condições extremas de produção e os mais avançados padrões utilizados no cinema e vídeo. Descreve detalhes da produção e realização do filme além de conter material raro de outros momentos da carreira musical de FZ.

1989, USA, VHS, 60 minutos

2º dia – Segunda Feira - 09/02/2007

Exibição: Uncle Meat

Sinopse: Filme de Ficção dirigido por Frank Zappa, iniciado em 1968 com Haskel Waxller na câmara. Depois de abandonado por 15 anos, o projeto é retomado por FZ, com outro grupo de músicos e atores, o que fez com que seu início sofresse uma espécie de mutação. É a história entre personagem envolvidos na produção artística e seus estranhos fetiches amorosos, com trilha sonora original e intrincado roteiro com a direção de FZ e participação do Mothers of Invention.

1987,USA, VHS 100 minuto

Extra: Vídeo from Hell

Sinopse: É um filme produzindo por Frank Zappa que serve como uma amostragem geral dos projetos que Zappa conduzia em meados da década de 80, além de entrevistas e comentários em relação ao complexo contexto político nos EUA de 1984, principalmente relacionado ao debate com o senado americano contra a implementação de legislação que infringisse a liberdade de expressão do artista e conduzissem a políticas intrusivas de controle da informação, consideradas ameaçadoras à constituição atual. Combina criativos elementos de produção de vídeo, trechos de shows, entrevistas, animações e informações sobre a vida do artista e suas idéias.

USA, 1987 Honker Home Video/MPI #MP 4001, VHS, 62 min.

3º dia – Terça-feira – 10/02/2009

Entrevistas com Frank Zappa, Mesa Redonda e Debate

Participação Especial: Fábio Adour (UFMG)

Exibição de Entrevistas

Material áudio-visual incluindo gravações de várias entrevistas com FZ sobre assuntos relacionados à sua produção artística, política e tópicos gerais, além de apreciação biográfica de sua obra. Será realizada uma mesa-redonda para discussão e debate com o público.

4º dia – Quarta-feira – 12/02/2009

Performance*

Participação Especial de Fábio Adour (UFMG)

Apresentação musical de peças do compositor executadas por músicos e grupos interessados na obra do compositor.

*Programa a ser anunciado

Extra: Zappa plays Zappa DVD

Sinopse: Zappa Plays Zappa é o nome do grupo liderado pelo filho de FZ, Dweezil Zappa e é também o título do DVD. Contem material compilado de 2 concertos realizados pelo ZPZ – 21 de Dezembro de 2006 em Portland, no teatro Roseland, e em Seatle no Teatro WA`s Paramount na noite seguinte.

Apresenta o trabalho de Frank Zappa para o público de novas gerações e todos aqueles que acompanham e apreciam a performance da música ao vivo. Zappa plays Zappa é o resultado da organização de um grupo de altíssimo nível formado por músicos que trabalharam com Frank Zappa e por jovens músicos e musicistas qualificados a executar sua obra. O Grupo é formado por Dweezil Zappa (Guitarra e Vocais) Joe Travers (Bateria e Vocais), Pete Griffin (Baixo e Vocais), Jamie W. Kime (Guitarra e Vocais), Aaron Arntz (Teclado, Trompete e Vocais), Scheila Gonzalez (Saxofone, Flaute, Teclado e Vocais), and Billy Hulting (Percussão), Napoleon Murphy Brock (Saxofone, Flauta e Vocais), Steve Vai (Guitarra) e Terry Bozzio (Bateria e Vocais).

USA, 2007, DVD

Após as exibições em todas as datas, haverá em seguida um momento para conversa com o público.

(release de Augusto de Castro)

7.1.09

campanha de popularização do teatro e da dança 2009


iniciou-se dia 05/01 a campanha de popularização de teatro e dança de 2009, com mais de 100 espetáculos em cartaz a R$ 10,00 a entrada. esse evento estará acontecendo até o dia 08/03. algumas apresentações estarão sendo encenadas por vários dias, outras contarão com apenas uma única apresentação, por isso fique atento à programação e postos de vendas de ingressos:

confira tudo aqui

algumas peças considero muito boas e vale a pena conferir:

AQUELES DOIS

Diretores: Cláudio Dias, Marcelo Souza e Silva, Odilon Esteves, Rômulo Braga e Zé Walter Albinati
Autor: Cia. Luna Lunera
Produtor: Cia. Luna Lunera
Da rotina de uma repartição pública, revela-se o desenvolvimento de laços de cumplicidade e afeição entre dois de seus novos funcionários, gerando incômodo nos demais. “Num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra.” Criado a partir do conto homônimo de Caio Fernando Abreu.
Classificação 16 anos
Duração: 80 min
Sala Juvenal Dias 08/01 a 01/02 • Qui a Sáb: 21h / Dom: 20h
Galpão Cine Horto 05/02 a 01/03 • Qui a Sáb: 21h / Dom: 20h (exceto 19/02 a 22/02)

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PEQUENOS MILAGRES

Diretor: Paulo de Moraes
Dramaturgia: Maurício Arruda Mendonça e Paulo de Moraes
Produtor: Grupo Galpão
Construído a partir de histórias reais enviadas pelo público ao Grupo Galpão, "Pequenos Milagres", dirigido por Paulo de Moraes, é composto por quatro cenas que, sob a ótica do homem comum, misturam elementos da comédia, do drama e do melodrama, e traçam situações reais e tipos que são um retrato do Brasil dos últimos cinqüenta anos.
Classificação 12 anos
Duração: 110 min
Palácio das Artes (Grande Teatro) 05/02 a 08/02 • Qui e Sex: 21h / Sáb: 18h e 21h / Dom: 19h

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DO TEMPO E DA PAIXÃO - fragmentos descontínuos de Frida Kahlo

Diretora: Dayse Belico
Autor: Juarez Dias
Produtor: Cyntilante Produções
O espetáculo propõe uma reflexão poética sobre as relações humanas e a morte, a partir do universo da pintora mexicana Frida Kahlo, uma linguagem contemporânea, que experimenta em cena o jogo entre o ator e o boneco.
Classificação 12 anos
Duração: 60 min
Espaço Cultural Minas Shopping 29/01 a 01/02 • Qui a Sáb: 21h / Dom: 19h
Teatro Marília 05/02 a 08/03 • Qui a Dom: 20h

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LAMPIÃOZINHO E MARIA BONITINHA

Diretor: Yuri Simon
Autor: Léo Mendonza
Produtor: Cyntilante Produções
Um fenômeno dos palcos mineiros, vencedor de 19 prêmios, incluindo três na categoria melhor espetáculo. Recomendado pelos Jornais Folha de São Paulo, Estado de São Paulo e revista Veja SP, o espetáculo homenageia a cultura brasileira por meio das históricas figuras do casal que fez fama no nordeste, com músicas ao vivo!
Classificação livre
Duração: 60 min
Teatro Dom Silvério 09/01 a 01/02 • Sex e Dom: 16h30

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outros espetáculos eu quero primeiro conhecer para poder dar as minhas singelas impressões. entre eles estão: Vexame da diretora Inez Peixoto; Júlia e a memória do futuro da cia tríade de tetro; e algumas outras peças infantis e de dança .

entretanto, para a maioria das peças encenadas na campanha eu não arriscaria meus dez reais. mas isso fica a critério das exigências estéticas de cada um.

para quem gosta de teatro e dança, bom espetáculo!


30.10.08

arande gróvore :: grupo galpão

quem poderia supor que a campanha do Grupo Galpão em pedir bicicletas velhas para a comunidade dos arredores do Cine Horto, sucatas com ou sem rodas, resultaria em elementos cênicos tão interessantes como os apresentados no espetáculo Arande Gróvore. “os rodantes”, veículos feitos com os restos dessas bicicletas velhas, foram criados com maestria por Helvécio Isabel. em minhas inocentes convicções, achei que elas seriam usadas como peças de um cenário, simples artefatos cênicos, ou coisa parecida. elas, as bicicletas – ou melhor dizendo: eles, “os rodantes” – conseguiram nesse espetáculo se transformar em parte integrante das próprias personagens, extensões de seus corpos estranhos e atrativos e que, ao mesmo tempo, ajudaram a provocar imagens ilusionárias nos vários públicos que compareceram nas apresentações em diferentes cidades desde agosto deste ano: belo horizonte, mariana, brumadinho, são joão del rey, diamantina, entre outras.

o cenário? uma árvore em uma praça ou em um parque qualquer. qual árvore? pode ser qualquer uma: um ingazeiro, uma amendoeira, um coqueiro, um pau ferro. o resto dos artefatos cênicos são carregados na garupa dos rodantes guiados pelas personagens da peça.

como nos contos populares compilados por câmara cascudo e silvio romero – como relata a diretora inês peixoto – ou nas versões literárias de Fábulas Italianas, de ítalo calvino, a construção de Arande Gróvore segue uma tradição dentro de sua narrativa mágica: uma família pobre de quatro irmãs camponesas, com uma mãe provedora das necessidades básicas da sobrevivência das filhas, encontram uma grande árvore que dá um fruto mágico que pertence a uma fera encantada. daí os elementos mágicos se multiplicam: olhos, maldições, fera, heroína, príncipe, belos vestidos, quebra de um acordo, missão, viagem, obstáculos, perigos, seres míticos, objetos mágicos, cura, recompensa. tudo se transmuta em uma aventura de descobertas e crescimento. a heroína passa assim de uma inocência à experiência, de uma infantilidade aos desejos femininos de amante de um príncipe encantado em fera.

a linguagem é primorosa e essencialmente afetiva. a peça é toda encenada em uma língua inventada chamada por seus criadores de “gromelô”. isso não se torna em uma dificuldade de compreensão absolutamente, o público passa a entender tudo o que os personagens falam a medida que vão se familiarizando com a história e a linguagem cênica de gestos e objetos simbólicos.

os efeitos? mínimos, apenas os mais simples, aqueles que concretizam a força vital de natureza holística e imaterial do espetáculo. os recursos? apenas aqueles que provém do organismo vivo e pulsante do ator. a magia é a poderosa presença do ator que conduz as pessoas que assistem ao mundo fantástico dos contos de fadas. as personagens? parecem ter fugido do universo encantado dos contos universais para o mundo real a fim de contar essa história. elas podem perfeitamente pertencer aos contos portugueses, espanhóis ou ciganos, podem até ter saído das histórias das mil e uma noites da bela sherazade. são personagens arquetípicas, aquelas compartilhadas por toda a humanidade, evidenciáveis nos mitos e lendas de vários povos ou no imaginário individual de cada um.

enfim, o espetáculo Arande Gróvore possui uma estética cênica refinada e de grande imaginatividade, faz pulsar o mundo sensível de nossa natureza transcendente, traz de volta a tradição oral dos contos populares para a nossa realidade imaterial, nos aproxima de nossa herança cultural, da qual compartilhamos com toda a humanidade.




O espetáculo faz parte do projeto "Pé na Rua" e conta com a arte de seis atores formados nos oficinões do Grupo Galpão: Dora Sá, Gisele Milagres, Luciana Bahia, Maíra Cesarino, Marcelo Cordeiro e Suana Santos; dramaturgia de Paulo André; direção de Inês Peixoto e Laura Bastos; e trilha sonora de Fernando Muzzi.