3.5.12


:: tras la fatalidad
una sonrisa despeinada
y listo revolución ::

29.4.12

andorinha só não faz verão
mas duas fazem ninho

11.4.12

:

o que me aflige?
a-humanidade me aflige.

1.4.12

psiu,

silêncio!
cessa o alarido dos ouvidos
calado coração o desassossego

28.3.12

*

para poliany figueiredo

giro de 360 graus e ninguém se vê
deserto à vista
silêncio ecoa gargantas
ouvidos moucos de grito e vazio
rochas de bilhões de anos se revoltam em grãos
um gão
instante do Eterno

ninguém surge aspirando oásis
antes, veste o vestido de tempo e tempestade

.a.r.e.i.a.

ninguém desenha pedras:
o sol se equilibra em dunas
sede ao som e ária que venta
dunas morosas e dengosas
de um lado a outro e vãos
fendas
acariciadas pelas mãos pequeninas do sol
afora dunas da cauda do vestido que baila

cactos bordados
tatos espinhos

ninguém nos espinhos
mata-se sede
fere-se ranhuras de rochas
o sol acalenta

a seiva o caule
a flor espantada e carmim
enigma de morte
- irmãs gêmeas -
esfinge de vida

odor ocre
cor
e um calafrio

ninguém só, veja!
a aridez
o sol escaldante
espera-se o nascer inesperado
e o cacto primevo

espinhos verão
flores não tardarão
veja!
ambos adornam o vestido
suco cáustico embriaga a sede

ninguém abre a porta do deserto
para que outros vejam

as dunas os cactos as flores os espinhos as pedras
ninguém
veja!
a cauda do vestido que baila
o sol o vento
tudo no-nada
ao som de uma ária

15.3.12

.

amar é esticar o fio da manhã até fazê-la eterna...

6.3.12

.

- por que tanta pressa de viver?
- porque há tanta eternidade em cada instante.

22.2.12

.

viver tudo
até a experiência da morte
finalmente e afinal
viver

confissão de carnaval

vamos nos encontrar num carnaval desses pra conversar

...?...

eu preciso muito te ver!
às vezes conseguimos nos comunicar melhor sem nenhuma palavra
quando dizíamos tudo no silêncio da palma.

depois de passado o susto do encontro,

sambamos: é só confessar baixinho
o que se quer contar
e o

outro se escuta até o final
sem interromper...

chega a sua vez

um passo, um salto, um samba

a vez do outro

que bom carnaval!

assinado: assim seria.


4.2.12

:

e pousava ali
em simplicidade
o caule e uma rosa