28.3.10

uma homenagem à Lua Cheia


(y un saludo cariñoso a una guapa che de ojitos achinados!)


花間一壺酒
獨酌無相親
舉杯邀明月
對影成三人

月既不解飲
影徒隨我身
暫伴月將影
行樂須及春

我歌月徘徊
我舞影零亂
醒時同交歡
醉後各分散
永結無情遊
相期邈雲漢


***

Bebo sozinho ao luar

Li Po
(tradução: Cecília Meireles)

Entre as flores há um jarro de vinho.
Sou o único a beber: não tenho aqui nenhum amigo.
Levanto a minha taça, oferecendo-a à lua:
com ela e a minha sombra, já somos três pessoas.


Mas a lua não bebe, e a minha sombra imita o que faço.
A sombra e a lua, companheiras casuais,
divertem-se comigo, na primavera.
Quando canto, a lua vacila.


Quando danço, a minha sombra se agita em redor.
Antes de embriagados, todos se divertem juntos.
Depois, cada um vai para a sua casa.
Mas eu fico ligado a esses companheiros insensíveis:
nossos encontros são na Via Láctea…

***

Tradução-pt: Poemas Chineses: Li Po e Tu Fu. [Por: Cecília Meireles]. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1996.


9 comentários:

Anônimo disse...

"During the Taiyuan era of the Jin Dynasty there was a man of Wuling who made his living as a fisherman. Once while following a stream he forgot how far he had gone. He suddenly came to a grove of blossoming peach trees. It lined both banks for several hundred paces and included not a single other kind of tree. Petals of the dazzling and fragrant blossoms were falling everywhere in profusion.
Thinking this place highly unusual, the fisherman advanced
once again in wanting to see how far it went."

É como começa a breve narrativa de Tao Yuan Ming (China, 365-427), chamada "Blossom Peach" ou como é mais conhecida, "Shangri-la". (trad. de Rick Davis e David Steelman)

Também agradeço a gentileza.

Abraço

patricia mc quade disse...

aposto que nesse bosque de pessegueiros, apesar de serem todas as árvores da mesma espécie, cada uma tinha a sua singularidade.
e essa é a maior beleza que Taiyuan encontrou lá.

o frescor das flores, as pétalas no chão e esse perfume chegaram até mim.

obrigada pelo presente.
um bj

Felipe disse...

A lua
Quando ela roda
É nova
Crescente ou meia, a lua
É cheia!
E quando ela roda
É nova
Minguante, meia
Depois é lua nova-mente quem diz que a lua é velha (?)

Lua, lua, lua, lua
Por um momento meu canto contigo compactuar
E mesmo o vento canta-se
Compacto no tempo
Estanca
Branca, branca, branca, branca
A minha, nossa voz atua sendo silêncio
Meu canto não tem nada a ver com a lua

patricia mc quade disse...

o primeiro poema eu cantava muito para o meu filho quando ele era ainda muito pequenino. ele parava de resmungar na hora e dormia um soninho manso enquanto a lua passeava no céu.

mas esse segundo eu não conheço.
de onde ele vem?
meu mau é a curiosidade.
me conta?
bj

Felipe disse...

É uma música que o Caetano fez para a Gal cantar =D

Beijos gordos e roliços!

Gabriela disse...

Sobre mis manos agudas
descienden las llamas de las visiones.
Soles y soles.
Corren los soles soles y soles.
Aguas y aguas corren las aguas sobre la luz, sobre las aguas multiplicadas.
Mi boca grande de oración derrama vuelos.

Amo tu nombre con amor pavoroso.
Con pavor amoroso mi camino se alegra y regocija con tu nombre.

Oye en mi soledad; mira en mi llanto.
Mi sed cree en mi llanto; tu soledad llega a mi llanto.

Ha entrado la noche en nuestro llanto.

Jacobo Fijman

.......
La "Lua, lua, lua, lua" que mencionó Felipe, me recordó a los "Soles y soles" de Fijman.

Las conexiones de la memoria...

Un abrazo, y otra vez gracias

Gabriela disse...

Y cómo no traer éste para compartir!

Lunador, cuatro lunas
han lunado los cielos
que valen a los trigos y cebadas,
una luna de tierra secará las manzanas
cerrándose en los ojos más bellos de la muerte.
Y tú lunante por las lunas lunado
entre cosas y cosas,
aún el ser del verbo, y las lunas, y el mar,
aún el ser lunado,
y los ojos abiertos que sacran la muerte.

Jacobo Fijman

patricia mc quade disse...

me quedo aquí pensando en cómo sería la traducción de "lunador" al portugués.
tenemos la palabra "aluado" que no está en el diccionario y lunático que pertenece.

me encantaron los poemas.
me gustaría leerlos en portugués,
sólo para ver cómo se los bailamos en la voz brasileña. el primero me parece fácil, pero el segundo...
me ayudas?

besos

Gabriela disse...

Ah! Al libro de Fijman lo tengo prestado, lo voy a pedir para enseñarte otros poemas. Y además, tenía algunos enlaces web por ahí...

Lunador tampoco existe en español. Aluado debe ser alunado. Y lunador, otra vez...ni idea en portugués!

claro que te ayudo con el segundo
sí!